O que a guerra na Ucrânia e a guerra no Irã têm em comum?

Ataque de Kiev a um navio iraniano no mar Cáspio expõe uma rede densa de inteligência militar circulando entre os dois conflitos.

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

Os drones da Ucrânia perderam parte da velocidade após a imposição repentina de restrições ao uso em campo de batalha dos terminais de comunicação Starlink fabricados nos Estados Unidos, afirmaram autoridades ucraniana nesta quarta-feira, 14, enquanto a capital Kiev enfrentava uma segunda noite consecutiva de ataques com mísseis vindos da Rússia.

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Ao mesmo tempo, a Ucrânia não recebeu o aviso prévio habitual de seus parceiros ocidentais sobre os devastadores mísseis balísticos russos direcionados a Kiev, afirmou o presidente ucraniano Volodmir Zelenski, o que gerou temores de que a Ucrânia esteja sendo privada de informações de inteligência vitais, especialmente dos EUA.

Zelenski não especificou a quais parceiros se referia ao mencionar a falta de aviso. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país não deixou de compartilhar informações de inteligência com a Ucrânia.

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Esses acontecimentos frustraram as forças armadas ucranianas e aprofundaram os temores de que a relação de Kiev com Washington esteja se desintegrando.

Drone interceptador Sting sobrevoa a região de Kiev durante exercícios de treinamento em março de 2026 Foto: Efrem Lukatsky/AP

Autoridades ucranianas temem que o apoio dos EUA aos esforços de guerra esteja diminuindo depois que Trump fechou um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para importar diesel russo, apesar dos esforços internacionais para sancionar a Rússia pela invasão à Ucrânia e isolar Putin.
Trump também dirigiu críticas contundentes a Zelenski. Ele disse no sábado, 10, que era hora de a Ucrânia ter um novo presidente, sugerindo que Zelenski não fez o suficiente para pôr fim à guerra com a Rússia e culpando-o pelos altos preços do diesel nos EUA. Os esforços de Trump para interromper os combates não renderam nenhum progresso.
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Starlink é essencial para a Ucrânia
Autoridades ucranianas estão preocupadas com a possibilidade de que o apoio dos EUA, especialmente no que se refere ao compartilhamento de inteligência militar e ao uso do sistema de comunicações via satélite Starlink, de Elon Musk, possa estar em risco.
A empresa SpaceX, do magnata americano da tecnologia, impôs durante a madrugada um limite de velocidade aos terminais Starlink da Ucrânia instalados em drones, afirmou Serhii Beskrestnov, assessor de Zelenski, nas redes sociais.
A restrição interrompeu as operações, tornando os drones de ataque, que voavam mais lentamente, alvos mais fáceis para as defesas russas. No final desta quarta, os operadores de drones relatavam melhorias nas conexões de dados, com os equipamentos aéreos atingindo velocidades de até 161 km/h, disse Zelenski.
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Mas uma autoridade ucraniana afirmou que essa velocidade ainda era lenta demais para interceptar drones russos movidos a jato e que o país precisava que todas as restrições fossem suspensas. A autoridade falou sob condição de anonimato para discutir detalhes militares confidenciais.
Musk afirmou no X que a versão militar da Starlink é controlada pelas Forças Armadas dos EUA e por Trump. O Pentágono e a Força Espacial dos EUA não responderam imediatamente às perguntas sobre quaisquer restrições que as Forças Armadas americanas possam ter imposto aos serviços de comunicação via satélite na Ucrânia.
A Starlink é uma ferramenta vital para as Forças Armadas ucranianas, tanto em operações ofensivas quanto defensivas. A rede é usada para missões de drones de longo alcance, sistemas de defesa aérea interceptadores e logística na linha de frente, disse Beskrestnov.
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“Obviamente, essa ação não pode ser uma coincidência e está relacionada à atual situação política”, disse Beskrestnov, sem dar mais detalhes. A Casa Branca não fez nenhum comentário imediato.
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Kiev não recebeu aviso sobre ataque inicial com mísseis balísticos, diz autoridade
Yurii Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, disse que não houve aviso sobre um ataque inicial com mísseis balísticos russos na noite de terça-feira, 13, embora Kiev tenha sido alertada sobre três ondas posteriores de mísseis.
Um deputado da Comissão de Defesa do Parlamento ucraniano disse à Associated Press que o compartilhamento de informações de inteligência com parceiros internacionais não foi interrompido. O deputado falou sob condição de anonimato, pois não estava autorizado a fazer declarações à imprensa.
Cinco pessoas morreram e 36 ficaram feridas em um ataque russo à capital ucraniana que durou da noite de terça até a manhã de quarta, informou a polícia de Kiev.
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Ucrânia afirma estar fazendo a Rússia recuar no campo de batalha
Autoridades ucranianas afirmam estar fazendo as forças russas recuarem no leste da Ucrânia, região que o exército russo, de maior porte, vem tentando conquistar há anos.
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A Ucrânia voltou a controlar 277 km² na operação iniciada no verão, afirmou nesta quarta o comandante do Terceiro Corpo de Exército da Ucrânia, o general de brigada Andrii Biletskyi. Não foi possível verificar essa afirmação de forma independente, e autoridades russas não se pronunciaram.
As defesas aéreas russas derrubaram, durante a madrugada, 902 drones ucranianos sobre várias regiões russas, a Crimeia, anexada ilegalmente, e as águas do Mar de Azov, informou o Ministério da Defesa da Rússia nesta quarta.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que 493 drones voaram em direção à região da capital. A maioria foi abatida a grande distância, e 180 foram interceptados ao se aproximarem da capital russa, afirmou ele. Ele não relatou nenhum dano ou vítima.
O Sberbank, banco estatal russo, confirmou um ataque ao seu centro de dados em Saratov, que já foi projetado para se tornar o maior centro de dados da Europa. A agência de notícias estatal russa Tass citou um membro do conselho do banco, que afirmou que os sistemas do Sberbank estavam funcionando normalmente. / AP
Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.
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