Igor Gadelha

Lula perdeu 37 mil votos no estado em relação a 2022 e tenta recuperar terreno no segundo turno em reduto histórico da esquerda

Carolina Nogueira

14/10/2026 17:16

Ricardo Stuckert

O presidente Lula incluiu o Maranhão na rota de viagens do segundo turno após perder votos no primeiro turno da eleição nacional no estado, que é um dos principais redutos eleitorais da esquerda no Brasil.

O petista fará uma caminhada em São Luís, capital maranhense, no dia 20 de outubro na tentativa de ampliar sua votação na reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

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Presidente Lula durante ato ”Lula em São Paulo, O Brasil Pronto Pra Mais” na Avenida Paulista, em São Paulo
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Presidente Lula durante ato "Lula em São Paulo, O Brasil Pronto Pra Mais” na Avenida Paulista, em São Paulo
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Presidente Lula durante ato ”Lula em São Paulo, O Brasil Pronto Pra Mais” na Avenida Paulista, em São Paulo
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Lula não esteve no Maranhão durante a campanha do primeiro turno. Flávio, por outro lado, desembarcou no estado e participou de agenda eleitoral em São Luís. O que garantiu um resultado menos negativo ao bolsonarista.
Apesar de ter vencido com folga no Maranhão, Lula perdeu força em comparação com a eleição de 2022. Há quatro anos, Lula recebeu 2.603.454 votos, equivalentes a 68,84%.
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No primeiro turno de 2026, foram 37.153 votos a menos. Com a apuração concluída, Lula terminou o primeiro turno com 2.566.301 votos, ou 63,99% dos válidos. Flávio ficou com 30,90%, ou 1.239.040 votos.
Sem desconforto
Lula evitou o estado no primeiro turno para evitar desconfortos com aliados locais. Mesmo diante de orientações de aliados para que buscasse uma composição com Eduardo Braide (PSD), o partido decidiu manter Felipe Camarão como candidato próprio ao governo.
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Braide acabou eleito governador já no primeiro turno, com 54,02% dos votos válidos, ou 2.104.122 votos. Felipe Camarão terminou em terceiro lugar, com 9,60%, atrás também de Orleans Brandão (MDB), que obteve 34,76%.
A ida a São Luís também faz parte da estratégia de reforçar a votação do presidente no Nordeste, região considerada fundamental para a tentativa de virada contra Flávio Bolsonaro.


