Campanha foi lançada nesta terça-feira pelo programa Revelando e em poucas horas já havia ultrapassado a marca de R$ 800 mil

27 out 2026 - 18h41

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- Por: Redação Terra

Resumo

Uma vaquinha lançada pelo programa Revelando para ajudar Cris, mãe de Ana Clara, arrecadou mais de R$ 800 mil em poucas horas, visando alcançar R$ 1,5 milhão para garantir uma casa digna e segura para a família.

Vaquinha criada para ajudar Cris, mãe da menina Ana Clara, tem meta de arrecadar R$ 1,5 milhão
Foto: Reprodução
Uma vaquinha criada e divulgada pelo programa Revelando para apoiar Cris, mãe de Ana Clara Gomes Machado, morta aos 5 anos ao ser baleada durante uma ação policial em Niterói em 2021, teve rápida resposta do público.
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A campanha foi lançada nesta terça-feira, 27, e em duas horas após o lançamento, as doações ultrapassaram a marca de R$ 800 mil. Com o resultado, a nova meta da mobilização é de R$ 1,5 milhão. Segundo o comunicado dos organizadores, o objetivo é garantir uma 'casa digna e segura para Cris e Pedro, irmão de Ana Clara'.
"Hoje, a Cris não consegue pagar aluguel e seu outro filho, o Pedro, que estava com Ana Clara quando ela foi baleada, precisa de cuidados especiais (...) Hoje, eles precisam de apoio, de segurança e da certeza de que não estão sozinhos", diz um trecho do texto de divulgação.
A campanha será encerrada na próxima terça-feira, 03 de novembro.
Entenda o 'caso Ana Clara'
Uma denúncia do Ministério Público aponta que o Policial Militar Bruno Delaroli é suspeito de efetuar disparos com um fuzil em Monan Pequeno, uma comunidade do bairro de Pendotiba, em Niterói, no dia 2 de fevereiro de 2021. Um dos projéteis atingiu o tórax da menina Ana Clara Gomes Machado, que estava brincando no local ao lado do seu irmão mais novo.
Ao ouvir os tiros, a população tentou alertar o PM que se tratava de uma moradora, na tentativa de fazer com que os disparos cessassem. Mesmo após a advertência, segundo a denúncia, o PM seguiu com os disparos, não se importando com o risco de produzir o 'resultado morte'.
A versão de Bruno Delaroli é que somente revidou à 'agressão injusta de traficantes armados'. Entretanto, testemunhas ouvidas pelas autoridades afirmam que não havia confronto e que o policial foi alertado de que estava atirando em uma área onde só havia moradores.
Em 2024, o senador Flávio Bolsonaro, que disputou as eleições presidenciais deste ano, foi convidado para integrar a equipe de defesa de Bruno Delaroli e assinar um recurso contra a decisão de levar o policial a júri popular.
Neste mês, a série Revelando trouxe à tona que o senador Flávio Bolsonaro atuou na Justiça como advogado do PM. Depois disso, o caso passou a ser explorado pela campanha de Lula, que acabou vencendo o segundo turno das eleições para a presidência.
Fonte: Portal Terra
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