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Copom atualizou sua avaliação sobre os principais fatores que influenciam as perspectivas para a inflação à frente
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Edifício sede do Banco Central em Brasília — Foto: Cristiano Mariz/Agência Globo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu o quinto corte consecutivo da Taxa Selic nesta quarta-feira, com redução de 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, em sua última reunião antes das eleições presidenciais. Com a queda desta quarta, os juros básicos da economia brasileira ficam no menor nível desde março de 2025 (13,25%).
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No comunicado publicado após a reunião, o BC atualizou sua avaliação sobre os principais fatores que influenciam as perspectivas para a inflação à frente e, consequentemente, sua decisão sobre a Selic nesta quarta, assim como os planos para os próximos encontros do Copom. Veja abaixo os principais pontos:
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1. Maior confiança na desaceleração da atividade
Com uma mudança simples no parágrafo que tratava da situação da atividade econômica brasileira, o BC indicou ganho de confiança na desaceleração econômica, condição importante para que a inflação convirja para a meta. O colegiado afirmou que o conjunto de indicadores recentes de atividade que compõem o Produto Interno Bruto (PIB) “mostra” uma moderação da atividade, principalmente em setores mais cíclicos, e não apenas “sugere”, como caracterizou no Copom anterior, em agosto. No entanto, o BC reforçou que a economia segue resiliente e o mercado de trabalho, aquecido.
2. Ligeira melhora da inflação
O colegiado também destacou que os indicadores de inflação mostraram alívio nas últimas divulgações. E, agora, não só o índice geral está abaixo do limite superior da meta, como também a média das medidas subjacentes, que indicam a tendência inflacionária. O BC, contudo, ponderou que essas taxas ainda estão acima da meta de 3,0%. Outro porém é que o comitê destacou que as expectativas inflacionárias estão longe da meta e estão sendo acompanhadas “com atenção”.
3. Projeção oficial próxima da meta
A projeção oficial de inflação do BC para o horizonte relevante, ou seja, o prazo com o qual trabalha para alcançar a convergência inflacionária continuou em 3,2%, perto da meta de 3,0%. Essa estimativa é calculada com a trajetória da Selic do Boletim Focus, que aponta para 13,75% no fim deste ano, taxa alcançada nesta reunião, e 12% no término de 2027.
4. Sem mudanças na avaliação do cenário externo
A autoridade monetária manteve a mesma caracterização do cenário externo no Copom desta quarta em relação à reunião de agosto. Sem nenhuma palavra adicional, mesmo com o retorno da cotação do petróleo à marca de US$ 100 e o início da alta de juros nos EUA. O BC reforçou que o ambiente internacional exige cautela dos países emergentes devido à indefinição da guerra no Oriente Médio e à incerteza quanto à política monetária em algumas economias avançadas, em um ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.
5. Futuro em aberto
O Copom ainda manteve a estratégia de deixar seus planos totalmente em aberto para as próximas reuniões diante de diferentes ameaças para a inflação e da alta incerteza no cenário. O colegiado repetiu que a magnitude total do ciclo de calibração vai depender de novas informações, mas que irá manter a restrição necessária para colocar a inflação na meta. Para o próximo encontro, no entanto, a incerteza presente desde o início da redução dos juros, em março, ganha um componente adicional. O resultado das eleições presidenciais pode ser um gatilho para reações fortes no câmbio, sobretudo a depender da posição do vencedor sobre a política fiscal.
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