Na Mira

Menino chegou morto à UPA de Planaltina de Goiás na última segunda-feira (28/9). O padrasto da vítima foi preso em flagrante

Larice de Paula

01/10/2026 09:39, atualizado 01/10/2026 12:07
Imagem cedida ao Metrópoles
A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo de Investigação de Homicídios, investiga se o menino de 3 anos, identificado como João Vicente Alves Comin (à esquerda da foto), foi vítima de violência sexual por parte do padrasto, Guilherme Allephy do Nascimento Almeida. O óbito ocorreu nesta segunda-feira (28/9), em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
João Vicente foi levado pelo próprio padrasto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina de Goiás. O garoto já estava morto quando Guilherme Allephy o levou para a unidade de saúde. Ele foi preso suspeito de envolvimento na morte do garoto.
Diante da situação, a equipe médica da UPA acionou o Conselho Tutelar de Planaltina, que constatou vários hematomas no corpo do garoto e registrou o caso na PCGO.
O laudo cadavérico apontou a causa da morte como politraumatismo, ou seja, lesões severas em várias partes do corpo. Ainda segundo a corporação, outros exames periciais foram requisitados, inclusive aqueles destinados a verificar a eventual ocorrência de prática sexual delituosa.
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Em nota, a defesa de Guilherme Allephy lamentou a morte da criança e se solidarizou com toda a família. Segundo o advogado Johnny Damasceno, até o momento, não há laudo pericial que indique a causa da morte.
Ainda de acordo com a defesa, foi o próprio padrasto quem levou a criança, com urgência, à unidade de saúde em busca de socorro. Ele permaneceu no local e, desde o primeiro momento, colabora com as autoridades.
A defesa afirmou confiar no trabalho da perícia e da Justiça e que acompanhará cada etapa da investigação, além de se manifestar nos autos.
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“Cena aterrorizante”
Em entrevista ao Metrópoles, o conselheiro Marcus Vinicius Coutinho afirmou que o menino apresentava hematomas em várias partes do corpo, inclusive na cabeça. Ele viu o garoto no hospital e descreve a cena como “aterrorizante”
Segundo o Conselho Tutelar, a mãe da criança trabalha e estuda e havia deixado o menino aos cuidados do padrasto, que também cuidava do próprio filho, de 6 anos, na mesma casa. Assim que soube do caso, a mãe foi para a UPA e se desesperou com a notícia da morte do filho.
O conselheiro detalhou ainda que o filho mais velho do suspeito, um menino de 6 anos, havia sido deixado sozinho em casa enquanto o padrasto e a vítima foram para a UPA. Ao receber a informação, o Conselho Tutelar foi até a residência e resgatou a criança, que estava bem, assistindo televisão.
O caso segue em apuração pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Planaltina de Goiás, que realiza as diligências necessárias para o esclarecimento das circunstâncias do fato, bem como de eventuais responsabilizações.

