"Mo Ghile Mear" (traduzido como “Meu Valente Querido”, “Meu Jovem Ardoroso” e variantes) é uma canção irlandesa. A forma moderna da canção foi composta no início da década de 1970 por Dónal Ó Liatháin (1934–2008), utilizando uma melodia tradicional recolhida em Cúil Aodha, no Condado de Cork, e letras selecionadas de poemas em língua irlandesa de Seán "Clárach" Mac Domhnaill (1691–1754).
História As letras baseiam-se parcialmente em Bímse Buan ar Buairt Gach Ló (“Meu Coração Sofre em Profunda Dor”, c. 1746), uma lamentação pelo fracasso da Revolta Jacobita de 1745. O poema original é narrado pela personificação da Irlanda, Éire, lamentando o exílio de Bonnie Prince Charlie. Mo ghile mear é uma expressão aplicada ao Pretendente em numerosas canções jacobitas do período. O'Daly (1866) relata que muitas das canções jacobitas irlandesas eram cantadas ao som de The White Cockade. Esta era originalmente uma canção de amor do século XVII, sendo a “White Cockade” (cnotadh bán) um ornamento de fitas usado por jovens mulheres, mas o termo foi reinterpretado como uma cocar militar no contexto jacobita. Outra parte da letra baseia-se num poema jacobita anterior de Mac Domhnaill, Seal do bhíos im mhaighdin shéimh. Este foi publicado em Irish Popular Songs (Dublin, 1847), de Edward Walsh, sob o título Air Bharr na gCnoc 'san Ime gCéin — “Over the Hills and Far Away”. Walsh observa que este poema era “considerado o primeiro esforço jacobita” de Mac Domhnaill, escrito durante a Revolta Jacobita de 1715, de modo que o herói exilado aqui é o “Velho Pretendente”, James Francis Edward Stuart. A composição da canção moderna está associada ao compositor Seán Ó Riada, que fundou um coro em língua irlandesa em Cúil Aodha, no Condado de Cork, durante a década de 1960. A melodia à qual a canção é atualmente cantada foi recolhida por Ó Riada de um idoso residente de Cúil Aodha chamado Domhnall Ó Buachalla. Ó Riada morreu prematuramente em 1971, e a canção foi composta cerca de um ano após sua morte, por volta de 1972, tornando-se o próprio Ó Riada o herói falecido lamentado no texto. O ponto de partida para a canção foi uma gravação de Domhnall Ó Buachalla cantando a melodia. O filho de Ó Riada, Peadar, sugeriu a Dónal Ó Liatháin que transformasse a melodia numa canção. Ó Liatháin decidiu selecionar versos do poema de Mac Domhnaill e adaptá-los à melodia. Escolheu aqueles considerados mais “universais”, de forma que a canção moderna já não faz referência explícita à revolta jacobita, mas permanece, em sua origem, como uma lamentação pela morte de Seán Ó Riada.
Gravações Mary Black – Collected, 1984 James Last – James Last in Ireland, 1986 (vocais de Séamus Mac Mathúna) Relativity – Relativity, 1985[carece de fontes]? Pádraigín Ní Uallacháin – A Stór Is A Stóirín, 1994 The Chieftains & Sting – The Long Black Veil, 1995 Orla Fallon – My Land, 2011[carece de fontes]? Battlefield Band – Beg and Borrow, 2015 (tradução para o gaélico escocês)[carece de fontes]? Úna Palliser – utilizada num anúncio da Specsavers
Referências

