Liverpool valida a tese do investimento em clubes de futebol — muito diferente das SAFs no Brasil

Ao vender parte do negócio ao grupo de Jeff Bezos, a Fenway multiplicou por 11 o aporte inicial — operação que faz qualquer investidor sonhar. Crédito: Coluna: Rodrigo Capelo; Supervisão e Distribuição de conteúdo: Jefferson Perleberg; Edição: Amanda Dantas

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O Manchester United divulgou seu balanço financeiro anual nesta quarta-feira, 23, que apontou uma receita recorde, mas também o sétimo prejuízo seguido. O rombo líquido clube da Inglaterra foi de 43 milhões de libras (cerca de R$ 477,6 milhões). No mesmo dia do anúncio, o United, na tentativa de gerar novas formas de arrecadação para o caixa, colocou à venda tufos do gramado de Old Trafford por 125 libras (cerca de R$ 850) a unidade.

Os pedaços do antigo gramado do estádio foram transformados em itens de coleção pelo clube. Com 7 centímetros por 7 centímetros, cada trecho é preservado em um cubo de acrílico e passou a ser comercializado após a substituição do campo, que permaneceu no estádio por 14 anos.

Pedaço de grama do Old Trafford é vendido pelo United por R$ 850 Foto: Divulgação/Manchester Un

A ação acontece em meio a sequência de prejuízos financeiros que já dura sete anos. Desde 2019, as perdas acumuladas chegam a 444 milhões de libras (cerca de R$ 3 bilhões). O rombo de 2025/26 ficou 30% acima do registrado no exercício anterior, que havia terminado com déficit de 33 milhões de libras.

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Parte da explicação está nos chamados “itens excepcionais”, despesas que não fazem parte da operação recorrente do clube e são apresentadas separadamente no balanço. No último exercício, o Manchester United contabilizou 8,2 milhões de libras nessa categoria, principalmente em custos relacionados à rescisão de Rúben Amorim e aos programas de reestruturação realizados pelo clube.
O balanço também mostra que o United conseguiu reduzir despesas em algumas áreas. A folha salarial caiu 3,6%, para 302 milhões de libras, enquanto o clube voltou a registrar lucro operacional de 22,6 milhões de libras, após uma perda de 18,4 milhões no exercício anterior.
Receita do United bate recorde
Apesar do sétimo prejuízo consecutivo, o Manchester United registrou a maior receita de sua história no último exercício. O faturamento chegou a 677,6 milhões de libras (cerca de R$ 4,6 bilhões), acima dos 666,5 milhões de libras registrados no ano anterior. O resultado foi alcançado mesmo sem a participação em competições europeias na temporada passada.
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Na atual temporada, o United ainda investiu cerca de 173 milhões de euros em três reforços para o meio-campo: Andrey Santos, Youri Tielemans e Carlos Baleba.
“Estamos satisfeitos por termos alcançado receitas recordes e um EBITDA ajustado recorde, o que demonstra a força subjacente do nosso negócio, especialmente em uma temporada sem futebol europeu. Isso mostra o impacto direto do trabalho que temos realizado nos últimos dois anos e também comprova a popularidade e a força comercial duradouras do Manchester United”, afirmou Omar Berrada, CEO do clube, em nota oficial.
Berrada também afirmou que o clube seguirá adotando uma abordagem disciplinada para manter as finanças sustentáveis. Para o próximo exercício, o Manchester United prevê uma receita entre 740 milhões e 760 milhões de libras, impulsionada pelo retorno à Liga dos Campeões.
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