Pesquisas mentem? Saiba o que está por trás dos números | Triturando Dados #1

Frankito, o Curioso, entrevista Raphael Nishimura, especialista em metodologia e estatística, sobre pesquisas eleitorais. Crédito: edição: Larissa Kinoshita

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Ibovespa deve reagir ao Relatório de Política Monetária do Banco Central, que detalha a inflação e a economia, e ao Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, influenciando expectativas fiscais. Internacionalmente, o encontro entre Trump e Xi Jinping na Casa Branca sobre comércio pode impactar mercados. Na sessão anterior, o Ibovespa caiu 0,86%, com Petrobras limitando perdas. Em Nova York, índices caíram após dados econômicos dos EUA superarem expectativas, elevando rendimentos dos Treasuries.

O Ibovespa hoje encerrou a sessão em queda nesta quinta-feira (24) com juros e contas públicas entre os principais temas da agenda doméstica. Ao final do pregão o índice caiu 0,99%, aos 183.965,91 pontos. O dólar fechou em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,1937.

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Em forte alta, o petróleo hoje influenciou a sessão da bolsa, ao trazer preocupações sobre a inflação e aumentar a perspectiva de juros elevados. O Brent para novembro avançou 4,44% a US$ 107,57 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês subiu 3,57% a US$ 95,33.

As ações da Petrobras não acompanharam o movimento e terminaram o dia em queda de 0,86% (PETR3) e de 0,69% (PETR4).
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Outro dado que pesou sobre o pregão foi o Relatório de Política Monetária do Banco Central (BC), divulgado pela manhã. Para a corretora Terra, o documento sugere pouco espaço para mais ajustes da Selic daqui para a frente. Houve piora marginal no cenário do Comitê de Política Monetária (Copom): a trajetória dos juros ficou ligeiramente acima da apontada no relatório anterior. O PIB foi revisado para baixo, de 2% para 1,8%.
Por fim, o governo apresentou uma atualização das receitas e despesas: para 2026, decretou contenção total de R$ 16,1 bilhões em despesas. Trata-se de uma redução de R$ 1,8 bilhão, aproximadamente, frente à contenção do terceiro bimestre, que era de R$ 17,9 bilhões.
O mercado também acompanhou o índice de Confiança do Consumidor, que ajuda a atualizar a leitura sobre inflação e atividade doméstica. A confiança do consumidor caiu 0,5 ponto em setembro ante agosto, para 84,2 pontos, o menor nível desde novembro de 2022 (83,5 pontos), informou a Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). É a quinta queda mensal consecutiva. O recuo sinaliza piora das expectativas.
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Índices de NY estabilizam após sinais de parceria entre Trump e Xi Jimping
Em Nova York, os índices acionários encerraram o dia praticamente estáveis: S&P 500 recuou 0,02% enquanto o Nasdaq subiu 0,01%. Apenas o Dow Jones registrou leve queda, de 0,31%. Veja aqui mais informações sobre o pregão de hoje das bolsas norte-americanas.
Na agenda internacional, o principal destaque veio do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, na Casa Branca. Em meio a elogios, EUA e China concordaram em estender até 10 de janeiro a atual trégua comercial, que venceria em novembro. Isso evita, por enquanto, uma nova escalada tarifária.
Ainda nos EUA, os investidores acompanharam os pedidos semanais de auxílio desemprego, além de dados sobre vendas de moradias novas.
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Os dois dados apontam para uma economia ainda resiliente, embora com sinais diferentes em habitação e trabalho. As vendas de casas novas aceleraram com preços menores e incentivos dos construtores, enquanto os pedidos de auxílio desemprego continuam baixos, reforçando a percepção de um mercado de trabalho ainda firme, quadro que pode dificultar uma flexibilização da política monetária do Fed.
Juros, fiscal e eleição voltam ao centro das atenções da Bolsa nesta quinta-feira (24). Foto: Adobe Stock
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