Oriente Médio: 5 fatores que explicam por que região é associada a guerras e instabilidade política

Colunista do Estadão detalha questões históricas, sociais e religiosas em mais um episódio do 'Fronteiras'. Crédito: Rodrigo da Silva/Estadão

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Os houthis abateram um avião de guerra da Arábia Saudita e acusaram Riad de realizar centenas de ataques aéreos em território iemenita, informou o porta-voz do grupo na madrugada desta quarta-feira, 16. O anúncio é feito após o reino acusar o grupo rebelde de lançar um drone contra Meca, a capital sagrada do Islã, o que o grupo do Iêmen nega.

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O conflito entre o grupo pró-Irã e o governo Riad se intensificou em julho, ampliando a guerra no Oriente Médio.

O grupo abateu “um caça F-15 saudita que realizava operações hostis no espaço aéreo da província de Marib, com um míssil terra-ar de fabricação local”, detalhou o porta-voz militar, Yahya Saree. Ele também rejeitou as alegações sauditas de que os houthis teriam atacado a cidade sagrada de Meca.

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Imagem extraída de um vídeo sem data divulgado nesta terça, 15, pelo Gabinete de Mídia do Ansar Allah, dos houthis. Vídeo mostra o que o grupo afirma serem veículos de forças apoiadas pela Arábia Saudita sendo atacados por combatentes houthis no deserto do leste de Jawf, no Iêmen. Foto: Ansar Allah Media Office via AP

“Nossas operações têm como alvo as instalações petrolíferas e bases militares, que ficam muito distantes dos locais sagrados”, disse ele.
Pela primeira vez, na manhã de terça, 15, as autoridades sauditas emitiram um alerta de viagem aérea para Meca, destino religioso que recebe milhões de peregrinos todos os anos.
Na madrugada desta quarta, a Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita pediu que os cidadãos americanos reconsiderem qualquer viagem ao país e que, em hipótese alguma, se aproximem da fronteira com o Iêmen.
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Os houthis declararam um bloqueio naval à Arábia Saudita e, em uma ofensiva relâmpago na semana passada, tomaram o controle da costa iemenita do Mar Vermelho e do estratégico Estreito de Bab el-Mandeb. /AFP
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