Uma floricultura localizada no Centro de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi alvo de pelo menos oito invasões somente neste ano. Segundo os proprietários, o mesmo homem seria responsável pelos furtos. Em uma das ocorrências, o suspeito chegou a ser preso após levar um celular do estabelecimento, mas, de acordo com a família, voltou ao comércio cinco dias depois.Imagens de câmeras de segurança registraram algumas das invasões. Em uma delas, um homem de bermuda branca pula o portão, segue para os fundos da floricultura e deixa o estabelecimento carregando plantas.Segundo Ana Rafaela, filha do proprietário, o suspeito costuma escolher itens específicos e levar pequenas quantidades de mercadorias a cada invasão.“Teve uma vez que ele levou plantas, teve uma vez que ele levou só orquídeas, sem flores. Ele não leva muita coisa. Ele furta e leva poucas coisas, mas diariamente”, afirma.Em uma das invasões, segundo ela, o homem escolheu uma planta exótica em meio a outras espécies. A comerciante afirma que todas as oito ocorrências contabilizadas pela família neste ano teriam sido praticadas pelo mesmo suspeito.“Todas as vezes na câmera foi ele. Só este ano a gente contou, foram oito vezes”, relata.No dia 2 de setembro, as câmeras voltaram a registrar uma invasão. Desta vez, um celular do comércio que estava sobre uma mesa foi levado. O aparelho foi rastreado e, segundo os comerciantes, as informações ajudaram a polícia a chegar até o suspeito, que acabou preso.O alívio, porém, durou pouco. De acordo com a família, cinco dias depois da prisão, o homem estava novamente em liberdade e teria voltado à floricultura.Imagens registraram um homem chegando ao estabelecimento com um pano nas mãos, posteriormente utilizado para cobrir o rosto. Dentro da floricultura, ele circula pelo espaço e força a retirada da fiação de cobre. O alarme chega a disparar antes de ele deixar o local.“A gente pensou que, depois desse susto, que ele sabe que a gente sabe que é ele, ele não vai mexer mais. Aí, meia-noite e cinco, me parece, ele entrou novamente”, conta Ana Rafaela.A comerciante elogiou a atuação das polícias Civil e Militar, mas questionou a liberação do suspeito após a prisão.A floricultura pertence ao pai de Ana Rafaela e funciona há 29 anos. A sequência de invasões, segundo a família, tem provocado prejuízo financeiro e abalado emocionalmente os proprietários.“Realmente eu estou muito chateado, muito indignado, porque foi em 97 que eu comecei a fazer isso. E a gente nunca foi vítima como está hoje”, lamenta o proprietário.Na tentativa de impedir novas invasões, a família investiu em câmeras de segurança, alarme e cerca elétrica. As medidas, no entanto, não têm sido suficientes para evitar os furtos.Além dos produtos levados, os comerciantes relatam danos à estrutura da floricultura. Em algumas das ocorrências, partes da estufa foram danificadas e, em outra, houve retirada de fiação de cobre.Para Ana Rafaela, a insegurança passou a fazer parte da rotina. Ela conta que a família teme uma nova invasão todas as noites e que o pai já considera encerrar as atividades do estabelecimento.“Eu vou conversar com o meu pai, você vai ver a tristeza que meu pai está. Ele falar que vai fechar é uma coisa de 29 anos, não é 29 dias. Eu quero justiça. Porque, assim, como que a gente vai dormir em paz? Não tem como você dormir sabendo que tem alguém invadindo seu estabelecimento”, desabafa.A comerciante também demonstra indignação com a repetição das ocorrências.“Oito invasões só neste ano. É uma invasão por mês. O mesmo, não são outros não, é o mesmo cara. Foi preso da última vez, foi solto”, afirma.A família espera agora que providências sejam tomadas para impedir novas invasões e evitar que a floricultura, aberta desde 1997, tenha de fechar as portas por causa da insegurança.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp











