O Banco de Jamaica informou que registrou um prejuízo de US$ 6,9 bilhões nos oito meses até agosto, impulsionado principalmente por provisões e movimentos cambiais.
"Os prejuízos desde o início do ano decorreram primordialmente de perdas não realizadas de reavaliação sobre os ativos em moeda estrangeira no portfólio de reservas externas", declarou uma resposta do Banco Central do Jamaica (BOJ). "[Além disso], perdas cambiais não realizadas decorrentes da valorização do dólar jamaicano contra o dólar americano durante o exercício financeiro atual."
Nem isso representa um prejuízo em dinheiro vivo. A maior parte dos ativos do banco central está em moeda estrangeira; um dólar jamaicano mais firme reduz seu valor quando traduzido de volta para a moeda local, mesmo que as posições subjacentes permaneçam inalteradas.
São necessários apenas alguns centavos para resultar em uma vasta figura de reavaliação, pois o dólar jamaicano valorizou-se contra o dólar americano de US$ 159,47 em janeiro para US$ 159,27 em agosto. Trata-se de uma tendência que ganhou impulso a partir de US$ 160,88 em agosto de 2025.
"Apesar dos prejuízos desde o início do ano de 2026, o banco permanece adequadamente capitalizado para os fins de satisfazer seu mandato de estabilidade de preços", disse o banco central.
O prejuízo foi revelado no balanço patrimonial publicado na quarta-feira, 9 de setembro, que mostrou lucros acumulados negativos até 26 de agosto. Um ano antes, os lucros acumulados estavam em US$ 19,12 bilhões positivos — uma oscilação de aproximadamente US$ 26 bilhões entre as duas datas. O banco informou não ter lucros distribuíveis para entregar ao Governo, contra US$ 401 milhões no ano anterior. O capital diminuiu 10,5 por cento para US$ 56,9 bilhões, de US$ 63,6 bilhões.
O banco central rejeitou qualquer interpretação do resultado como um fracasso nas operações de negociação, apontando para os termos de seu próprio estatuto.
"O Banco da Jamaica é uma criação do estatuto e, sob a Lei do Banco da Jamaica, tem dois objetivos principais, que são manter a estabilidade de preços e manter a estabilidade do sistema financeiro", disse o banco.
Portanto, os bancos centrais não são impulsionados por um motivo de lucro, embora, como órgãos do setor público, sempre buscarão cumprir seus mandatos da maneira mais eficiente possível, acrescentou o BOJ.
O balanço patrimonial mais amplo expandiu-se ao longo do ano. Os ativos totais atingiram US$ 1,31 trilhão, um aumento de 6,5 por cento em relação a US$ 1,23 trilhão, com ativos externos de US$ 1,06 trilhão representando pouco mais de quatro quintos do total. As notas e moedas em circulação aumentaram 12,3 por cento para US$ 313,5 bilhões.
Duas linhas de passivos se moveram acentuadamente. Instrumentos de mercado aberto, que o banco emite para absorver liquidez em dólares jamaicanos do sistema financeiro, caíram 25 por cento para US$ 254,7 bilhões, de US$ 339,85 bilhões. Os depósitos do setor público no banco central aumentaram 82,5 por cento para J$ 244,58 bilhões, de J$ 134,04 bilhões.
O ano fiscal do banco vai de janeiro a dezembro.
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