Premiações de mata-mata não fecham a conta de ninguém — e o Corinthians de Memphis pode provar

Copa do Brasil vai aumentar a premiação? Ótimo. Mas esse dinheiro será mais bem gasto se for para a base da pirâmide. Crédito: Coluna: Rodrigo Capelo; Edição: Amanda Dantas; Supervisão e distribuição de conteúdo: Jefferson Perleberg

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O Corinthians chegou ao sétimo jogo sem vitória, com seis derrotas seguidas no Brasileirão. O técnico Fernando Diniz, apesar da pressão, foi mantido no cargo pelo diretor Marcelo Paz. Diniz defende sua metodologia e acredita na recuperação do time, destacando que os resultados não refletem as performances. Gustavo Henrique, em nome do elenco, assumiu a culpa pelas derrotas. Diniz justificou a escalação de Memphis Depay como centroavante, citando sua experiência na posição na seleção holandesa.

O Corinthians chegou, neste domingo, ao seu sétimo jogo seguido sem ganhar. Levando em consideração o Brasileirão, são seis derrotas seguidas. O treinador Fernando Diniz esteve com seu cargo em risco, mas antes da coletiva após derrota para o Fluminense, o diretor Marcelo Paz bancou a permanência do técnico. Questionado sobre como vai fazer administrar o grupo nos próximos compromissos, ele respondeu que aposta na confiança na metodologia, apesar da sequência extremamente incômoda.

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“É pela convicção no trabalho. Já teve alguns momentos assim no futebol brasileiro, que pela convicção as coisas mudaram para melhor”, respondeu Diniz. “Eu acho que a gente teve um começo muito acima da média do esperado e a gente tem agora esse momento, nos últimos 40 dias muito abaixo da média”, completou.

“Os resultados não correspondem às performances do time”, garantiu Diniz, defendendo as exibições do Corinthians nos tropeços. “A gente tem perdido quase sempre de placar mínimo, jogos que a gente devia ter ganho e perdeu... obviamente a gente precisa voltar a vencer. É o mais importante. Mas, hoje por exemplo, com dez minutos, era pra gente ter feito dois ou três gols e a bola não entrou.”

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Diniz defende ‘convicção’ no Corinthians e garante: ‘Resultados não correspondem às performances’. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Para finalizar, Diniz foi de encontro às declarações de Marcelo Paz, que disse que jogadores do elenco corintiano foram ‘voluntariamente’ à diretoria pedir a permanência do treinador. Na zona mista, Gustavo Henrique foi o único falar e assumiu, em nome de todo o elenco, a culpa pelos resultados negativos em sequência.
“Acho que essa convicção e essa consonância de pensamento da diretoria, dos jogadores têm tudo para as vitórias voltarem rapidamente”, garantiu.
Por que não tentou algo diferente?
Diniz foi questionado sobre aspectos do jogo em si, especialmente em relação à sua escalação. Foram poucas as mudanças em relação aos últimos jogos, o que fez com que os resultados permanecessem os mesmos: nada de vitória. Apesar disso, o técnico ainda achou pontos positivos neste domingo, especialmente na primeira etapa.
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“Eu achei que a gente jogou melhor que o Fluminense, inclusive o primeiro tempo”, avaliou Diniz, dizendo que o primeiro tempo poderia ter terminado em 1 a 1 caso um pênalti tivesse sido marcado.
“A gente fez um segundo tempo muito bom até a gente tomar o segundo gol. Até depois do segundo gol a gente continuou mais um pouco, mas pelo cenário que a gente está vivendo, aquele segundo gol deu uma mexida grande com a gente”, admitiu.
Depois, Diniz focou em justificar a escolha por alguns jogadores. Destaque para o posicionamento de Memphis Depay como centroavante.
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“O Memphis joga de 9 na Holanda. Não é a melhor posição pra ele e também é uma posição que, quando ele voltou, ele teve menos exigência física. Era o mais adequado até ele voltar. Ele foi ganhando mais condição física agora”, justificou.
Números
No comando do Corinthians, Fernando Diniz tem: 32 jogos disputados, sendo 13 vitórias, 7 empates e 11 derrotas. São 35 gols feitos, contra 30 sofridos.
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