Primeiro encontro dos candidatos foi marcado por clima hostil e quase nenhuma proposta apresentada. Quem perde é o eleitor indeciso

19 out 2026 - 10h00

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- Por: Vinícius Harfush

- Por: Isabella Lima

- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.

Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA / Estadão

- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.

Foto: Estadão Conteúdo

- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.

Foto: Estadão Conteúdo

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Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.

Foto: Estadão Conteúdo

- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.

Foto: Estadão Conteúdo

- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.

Foto: Estadão Conteúdo

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Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
Foto: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
Foto: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
Foto: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
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Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA / Estadão
- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA / Estadão
- Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
Foto: Estadão Conteúdo
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Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam em debate da TV Bandeirantes neste domingo, 18. O primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
Foto: Estadão Conteúdo
O primeiro encontro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na disputa pela Presidência foi forjado a partir de elementos que já eram esperados pelo público e por quem acompanha a política de forma mais crítica. Discursos agressivos, trocas de acusações e uma tentativa constante de assumir o controle da narrativa. Mas, apesar do roteiro clichê, ainda é possível tirar lições após o embate exibido pela Band na noite de domingo, 17.
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O principal ponto de atenção está em torno do que poderia ter sido feito para que o encontro entre os candidatos à Presidência fosse menos bélico. As trocas com tema livre e com 15 minutos de duração expuseram Flávio e Lula a diversos momentos em que as propostas de campanha foram deixadas de lado e deram lugar a ataques pessoais. A reportagem do Terra conversou com cientistas políticos para entender o atual cenário dos debates para o eleitorado e como tornar o produto mais efetivo e atrativo para o público.
Risadas pontuais, clima morno: repórter detalha bastidores do debate entre Lula e Flávio na Band:
Ao que tudo indica, há um ciclo que se retroalimenta e que é fortalecido pelas atuais conjunturas do mundo digital. Com as redes sociais, o programa na TV parece ter um peso menor para o eleitorado indeciso. Bhreno Vieira, cientista político e doutorando em Ciência Política pela UFPE, afirma que o espaço na TV passou a ser usado para apontar defeitos do rival e não as qualidades do seu projeto.
“O que diz a literatura na ciência política, não só aqui no Brasil, mas no mundo todo, é que o debate serve para o eleitor que está indeciso mudar a sua percepção ao longo dele. Porém, ao longo dos últimos anos, os debates estão sendo pautados muito mais no fato do candidato apresentar o motivo de ‘por que eu não votar no candidato adversário’. Então, gasta-se muito mais tempo falando de escândalos, de uma série de outras coisas que fazem o eleitor não mudar de opinião. É muito inefetivo o debate do formato como é feito hoje em dia”, avalia Vieira.
Para o especialista, as plataformas digitais, sejam nas redes sociais ou em grupos privados de apoio aos candidatos, podem ter um papel muito mais forte de converter um voto ou atrair um indeciso para escolher seu lado na urna.
Vídeo mostra Lucas Pavanato sendo xingado por apoiadores de Lula na entrada da Band:
A visão é reforçada por Mayra Goulart, professora de ciência política da UFRJ. A especialista destaca que, uma vez que os candidatos ocupam realidades políticas muito diferentes, há uma dificuldade de reproduzir na TV uma troca construtiva de temas e oposição das ideias. O debate se torna, portanto, um reforço de convicções pré-estabelecidas para o público.
“Quando os candidatos partem de realidades completamente diferentes, muitas vezes as respostas deixam de ter a função de esclarecer e passam apenas a reforçar convicções já existentes.”
Mais checagem e mais limites
Debate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) teve clima quente na Band
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO / Estadão
No caso da Band, o formato facilitou o cenário das trocas de acusações. Bhreno Vieira analisa que o amplo espaço para os temas livres dificultou, por exemplo, a checagem de informações. Flávio Bolsonaro citou depredações ao patrimônio público de São Paulo durante ato petista na Avenida Paulista, por exemplo, mas a informação foi desmentida porque as fotos foram geradas por inteligência artificial. As falas, no entanto, transcorreram normalmente no debate.
“É muito equivocado, por exemplo, um formato onde os mediadores não têm um papel tão importante. O ideal é que tivesse equipes de checagem de fato no momento do debate, porque exige uma responsabilidade pública nesse sentido. Então, quando você tem um debate em que não tem essa checagem de fato em tempo real, que é algo que é custoso, tendo em vista a questão de ter um preparo e treinamento adequado, poderia evitar, de certa forma, dois blocos onde os candidatos podiam correr solto e serem bastante rasteiros com o público em casa nessa questão”, critica.
O cientista político ainda acrescenta que, com o intuito de ajudar o eleitor indeciso, o programa poderia ser pensado numa outra grade de horário. Após o encontro na Band, pesquisas que possam apontar o número de indecisos vão ajudar a compreender se, de fato, os debates ajudam esse público.
“Os debates foram perdendo um pouquinho de fôlego e, principalmente, um debate num domingo à noite. Talvez não seja o principal atrativo para um eleitor indeciso. Então, a gente vai tentar observar e perceber como é que vão ser as abordagens e as observações que vão ser feitas com base na repercussão do próprio debate.”
Fonte: Portal Terra
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