Após pressão sob o desempenho de estudantes do ensino médio no Ideb 2025, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal determinou às instituições uma série de ações a serem implementadas no 2º semestre do ano letivo de 2026 para fortalecer a recomposição e aprendizagem. A iniciativa prevê o reestabelecimento da trajetória escolar através do Projeto Interventivo para a Recomposição e o Aprofundamento das Aprendizagens do Ensino Médio.Ao Metrópoles, a SSEDF explicou que o período de reforço começou nessa segunda-feira (28/9) e segue até 23 de outubro, momento em que os alunos deverão ter acesso a conteúdos direcionados a seis áreas do conhecimento: matemática e suas tecnologias; língua portuguesa; linguagens e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; e itinerários formativos de aprofundamento.“Como as ações serão realizadas exclusivamente dentro do turno regular, não haverá alteração, interrupção ou ampliação do calendário letivo, mantendo-se preservadas a carga horária e os dias de aula”, afirma a Secretaria. Em memorando enviado às Unidades Regionais de Educação Básica (Uniebs), a pasta estabeleceu o reforço escolar, no âmbito de recomposição, para estudantes com média menor que 5,0 nas matérias de linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. As atividades também são voltadas à aprendizagem, com foco nos alunos com média maior ou igual a 5,0.Aplicação das atividadesNa prática, durante o período regular das aulas, professores poderão desenvolver com alunos atividades que envolvam investigações temáticas, projetos interdisciplinares, sala de aula invertida, bem como oficinas práticas e produção de materiais autorais por parte dos estudantes, de forma que ajude a reforçar o desenvolvimento escolar. As aulas também podem desenvolver temas relacionados ao Programa de Avaliação Seriada da UnB (PAS) e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).No último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Distrito Federal ficou abaixo da média nacional em todas as etapas da educação básica e registrou queda no desempenho do ensino médio. O resultado é responsável por avaliar a progressão dos alunos ao longo da vida escolar.Ideb e fluxo escolar pressionouEm documento, a Educação confessou que o desempenho dos alunos do ensino médio no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) elevou a urgência na adoção de estratégias de recomposição na capital. Além disso, a preocupação passou a ser influenciada pelo fluxo negativo de 18% do ensino médio do DF, apontado pelo Censo Escolar de 2025.“Em 2026, a partir do processo de acompanhamento das aprendizagens do Ensino Médio, observou-se a possibilidade de que esse cenário seja ainda mais preocupante, indicando a necessidade da estruturação de um projeto focado na recomposição das aprendizagens dos estudantes em todos os componentes curriculares olhando para o 1º semestre de 2026 (1º e 2º bimestre)”, aponta memorando.







