Mirelle Pinheiro

Alexandre de MOraes conversa com o Delegado Andrei Rodrigues está no comando da Polícia Federal
Alexandre de MOraes conversa com o Delegado Andrei Rodrigues está no comando da Polícia Federal · Imagem: Hugo Barreto/Metrópoles

Encontro não constava oficialmente na agenda de ambos. O assunto tratado, porém, não foi divulgado

Andrei Rodrigues e chefes da PF se reúnem com Moraes
Andrei Rodrigues e chefes da PF se reúnem com Moraes · Imagem: Source: www.metropoles.com

Mirelle Pinheiro, Giovanna Sfalsin

07/10/2026 10:46

Hugo Barreto/Metrópoles

A coluna apurou que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, se reuniu nessa terça-feira (6/10) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O encontro não constava oficialmente na agenda de nenhum dos dois.

No entanto, o assunto tratado na reunião não foi divulgado. Também participaram do encontro o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, e o delegado titular da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), Dennis Cali.

A reunião ocorre um mês após a divulgação de menções ao nome de Andrei e Moraes em mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Relatórios da PF apontaram centenas de interações e mensagens trocadas entre Vorcaro e um contato atribuído ao ministro, incluindo mensagens de visualização única. As informações constam em um documento da PF cujo sigilo foi retirado em 1º de setembro pelo ministro André Mendonça, também do STF.

Afastamento

O nome do diretor da PF também apareceu em mensagens atribuídas a Vorcaro. Em 8 de setembro, Mendonça determinou o afastamento de Andrei.

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Segundo o ministro, a medida era necessária para que integrantes do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da corporação “exercessem suas atribuições sem constrangimentos ilegais”.

No dia seguinte, 9 de setembro, o ministro Flávio Dino reverteu a decisão e determinou a reintegração imediata de Andrei ao cargo.

Ainda naquele dia, o então presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de Mendonça e Dino envolvendo o comando da PF e determinou que o impasse fosse levado ao Plenário da Corte.

Em manifestação posterior sobre o caso, Andrei defendeu os relatórios produzidos pela corporação e afirmou que a PF não realizou monitoramentos ilícitos.

O diretor-geral declarou que o relatório elaborado pela PF é legal e que faz parte das atividades de inteligência da corporação produzir documentos para subsidiar tomadas de decisão. Também afirmou que a corporação precisa manter uma atuação técnica e sem viés político para se defender de ataques, “não importa de onde” eles venham.